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10/03/16

Himara


Após uma revigorante estadia em Ksamil, iniciamos o percurso que serpenteia o sul da costa Albanesa, com destino a Himara, uma pequena mas simpática cidade piscatória.

Pelo caminho, repleto de vistas deslumbrantes, fizemos algumas paragens em praias desertas - sem ambicionarmos conhecer todas pois são imensas - e na baía de Porto Palemo.

Assim, a primeira paragem foi na praia de Bunec, cujo acesso não é mais do que um caminho de terra batida em mau estado. À chegada, há um pontão que separa uma pequena porção da praia descaracterizada da restante parte da mesma: uma infindável extensão de praia deserta no sopé das escarpas. O único "senão" que alguns poderão encontrar, é o facto de ser uma praia de pequenas pedras e não de areia.







Em Porto Palermo, as pedras são maiores e há um forte construído pelos Venezianos abandonado, infelizmente em mau estado de conservação. No entanto, a configuração da baía e a cor da água compensam tudo isto.



Mesmo ao chegar a Himara, a sul da cidade, há uma agradável praia relativamente isolada e com bons acessos, dispondo ainda de dois restaurantes com parque de estacionamento gratuito.


Himara em si, pode ser dividida em 3 partes: duas zonas de praia separadas e a norte das mesmas, num posto altaneiro, a parte antiga da cidade, com o que resta do seu castelo e mais pitoresca.





As praias são agradáveis, uma mais cuidada, a outra mais sossegada. De qualquer forma, quando nós fomos - em Junho - estavam ambas praticamente desertas. Himara tem uma importante percentagem da população de origem grega, o que se nota na língua e também na gastronomia local:


No cimo da colina, as ruínas do castelo e das antigas casas circundantes são agradáveis de se visitar e as vistas são fantásticas. Tenham atenção aos répteis, nomeadamente cobras (!): a Catarina encontrou duas na descida da mesma, encetando a fuga para deleite das crianças locais que aparentemente não estranham a presença das ditas.









Para terminar o post, uma obrigatória referência àquela que talvez seja a melhor praia desta região, a praia de Jala. Esta fica uns kms a norte de Himara e para além de muito sossegada, ainda não se encontra dominada pelo crescimento selvagem do cimento. A água cristalina azul clara não engana:)



13/02/16

Ksamil


Depois da nossa visita ao "Olho Azul" de Syri i Kaltër prosseguimos viagem chegando por fim à costa albanesa. O facto de termos alugado um carro tornou toda a viagem mais "fluída", rápida e até bem mais segura. A meu ver, o principal e talvez único perigo que um turista enfrenta neste país é a condução extremamente imprudente dos albaneses. Na nossa primeira ida à Albânia só utilizamos o como transporte o mini-bus e muitas vezes não ganhamos para o susto, desta vez as coisas melhoraram bastante, pois íamos ao nosso ritmo. Nas estradas existem centenas e centenas de coroas de flores de plástico e de placas  com fotos das pessoas que perderam a vida em acidentes de viação.

o nosso boguinhas
Estávamos bastante curiosos para conhecer as fantásticas praias da "Riviera Albanesa". O nosso primeiro destino foi Ksamil, a sul de Saranda que é a principal cidade costeira do sul do país. A pequena vila piscatória de outrora é hoje em dia um estaleiro à moda albanesa: a construção é totalmente desordenada podendo até ser considerada um verdadeiro desastre arquitectónico. Contudo, é um óptimo sitio para se estar. Passo a explicar: a paisagem envolvente é de cortar a respiração, as praias e as suas águas azul turquesa são realmente belas, as pessoas são mais do que simpáticas. alojamento e comida bastante em conta. O nosso alojamento foi a "Villa Ideal" um alojamento familiar mas "industrial", ao bom estilo da cidade. Nós passamos 3 dias/2 noites na vila e adoramos.

vista da varanda do quarto
Não é necessário grandes planos nem guias para desfrutar de Ksamil, é possível ir a pé para todo o lado. As grandes  atracções são as suas praias e ilhas e também as ruínas de Butrint não muito longe da vila (convém ir de transportes ou bicicleta). Como fomos no início Junho as praias estavam (ainda) praticamente desertas e podemos desfrutar de muito sossego. A paisagem é realmente bela e as águas verdadeiramente azuis, no nosso primeiro dia de praia apenas ficamos a contemplar toda esta beleza. É possível também alugar barquinhos e gaivotas para ir às ilhas em frente. 




Existe vários restaurante construídos em pontões mesmo em cima das praias que apesar de "cómodos" são um verdadeiro atentado à costa em vários sentidos (arquitectónico, erosão da zona costeira, etc.) Ao final do dia fomos ainda ver o pôr-de- sol a Saranda (cerca de 15 minutos de carro).



Saranda ao entardecer 
No segundo dia, dedicamos então algumas horas de maior calor às ruínas de Brutrint, ou Butroto, a sul da vila, já próximas da fronteira com a Grécia. Originalmente uma cidade da antiga civilização grega, foi posteriormente ocupada pelos romanos e pelos bizantinos, que viriam a abandonar a mesma na Idade Média. Assim, esta apresenta uma série de ruínas de diversos períodos no cimo de uma colina com vista para o canal Vivari e para a Grécia. A entrada é paga e o percurso encontra-se relativamente bem sinalizado. As principais atracções são a sua torre, o anfiteatro, as ruínas de uma igreja romana e no topo da colina, um pequeno museu com artefactos recolhidos no complexo. Em frente às ruínas, do outro lado do canal, há uma pequena fortaleza relativamente bem preservada.










"ferry" no canal
fortaleza do outro lado canal
Vista sobre o canal com a Grécia de fundo
Por fim, de referir que a ilha de Corfu, grega, se localiza mesmo em frente a Ksamil. Esta pode ser um bom ponto de entrada na Albânia, uma vez que há voos low-cost para a mesma e ferry frequente para a costa albanesa. Nós ainda ponderamos essa hipótese mas não era a mais favorável tendo em conta o roteiro e que pretendíamos alugar carro. A nossa próxima paragem será em Himare!

Ksamil à esqueda, Corfu à direita
Baci*

05/02/16

Valbona em Vídeo

Finalmente o vídeo que reporta parte da nossa caminhada pelo vale de Valbona, nos Alpes Albaneses! Esperamos que gostem :)

08/01/16

Syri i Kaltër


Syri i Kaltër, também conhecida por "Olho Azul", é uma nascente de água no Sul da Albânia.
É uma nascente de águas cristalinas, frias, com mais de 50 metros de profundidade. À superfície, devido aos vários níveis de formações rochosas, assemelha-se a um olho azul. Esta debita uns impressionantes 18000 litros de água por segundo.


É facilmente acessível a partir de Saranda, na costa, ou mesmo de Gjirokastra, no interior do país. Da estrada que liga ambas cidades, a SH99, é um pequeno desvio por um caminho de terra batida. Paga-se um bilhete simbólico à entrada desse mesmo caminho e chega-se a um parque de estacionamento junto a um modesto restaurante com vistas magníficas.



Apesar de ser conhecida pela nascente, a beleza da natureza circundante e do rio a que dá origem, o Bistricë, são os "atractivos" que impressionam mais. Um pouco por todo lado libertam-se borbulhas de ar do fundo do rio, por entre a vegetação. A fauna também é diversa, principalmente no que diz respeito aos insectos que se dão bem com a humidade que nos faz parecer estar noutro local do planeta:





Melhor do que fotos, só mesmo um vídeo para se perceber o "fenómeno":




30/11/15

Lago Koman em Vídeo

Após uma ausência motivada pela viagem a Myanmar, regresso à actividade no Mochileta, desta feita com um curto vídeo da nossa viagem de ferry no Lago Koman, no norte da Albânia:



22/10/15

Gjirokastra


Segunda maior cidade do país e cidade berço de Enver Hoxa, Gjirokastra ou Gjirokastër foi uma espécie de "sequência natural" a Berati. À semelhança desta, tem um centro histórico repleto de edifícios do período otomano e de ruas de paralelo. No entanto, estas não são tão estreitas e não apresentam um declive tão acentuado. Para além disto, as principais atracções são bastante próximas pelo que é fácil conhecer a cidade em pouco tempo. A única excepção, é o Kalaja ou castelo.





No coração da cidade encontra-se a Xhamia e Pazarit, ou mesquita do bazar, também conhecida simplesmente por mesquita de Gjirokastër. Construída no século XVIII, é a única do período otomano que sobreviveu ao período comunista, em que era utilizada como local de treino para trapezistas do circo. Nas suas imediações há hoje alguns cafés locais e a rua em direcção ao centro é onde se encontra a maior parte do comércio local do centro histórico. 



Para além do museu etnográfico, Gjirokastra tem vários exemplares mas todos eles privados. Alguns encontram-se abertos a turistas, com guia incluído no preço de 200lek ou 2€ (uma vez mais a "tal" conversão). Nós visitamos a casa Skenduli e gostamos do que vimos, embora algumas partes estivessem a precisar de um urgente restauro. Uma outra opção é a casa Zekate ou mesmo a casa onde nasceu Enver Hoxa.







Regressando às ruas mais centrais, é possível optar por dois locais com vistas soberbas sobre a cidade. Um deles, o mais óbvio, é de facto o castelo. O outro é uma plataforma onde se localizava uma estátua em honra de Hoxa mas que foi entretanto removida dando lugar a um bar com vista sobre a parte "nova" da cidade. 

Vista sobre a parte "nova" da cidade, com a dita plataforma na parte inferior
Esplanada à noite
Numa das principais ruas que lhe dá acesso, está o tranquilo restaurante Kuitjim, onde nos deliciamos com Qofta e Qifqi.


O castelo é diferente dos que já tínhamos visitados na Albânia. Sendo de construção - e expansão - recente, encontra-se melhor preservado na generalidade. Além disto, à entrada apresenta uma sucessão de baterias anti-aéreas e quem estiver disposto a pagar outro bilhete, pode ainda visitar o Museu Nacional de Armamento.


Logo após a entrada, encontra-se também o que restou de um avião espião americano abatido no período comunista. Durante este período, parte do castelo foi amplamente utilizada como prisão.


Um dos edifícios melhor preservados é a torre do relógio, que fica numa das zonas mais tranquilas e bonitas do castelo.




Não muito longe dali, encontra-se um palco onde tem lugar o festival de folclore de Gjirokastra próxima deste uma pequena sala onde se encontram alguns sarcófagos. 



Numa outra parte, há ainda 2 túmulos de líderes Bektashi, mesmo antes de chegar à saída. E claro, em vários pontos do castelo há pontos de observação com as tais vistas: