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18/12/16

Ulan Bator


Ulan Bator ou Ulaan Baatar é a capital e maior cidade da Mongólia. Foi a nossa primeira paragem depois de deixar o território da da Federação Russa em mais uma viagem nocturna de comboio. É também aqui que se concentra quase metade da população do país, embora uma boa parte dela de forma não oficial e temporária. 

É uma cidade de altos contrastes, com um centro cosmopolita onde facilmente se encontra praticamente tudo o que possa existir numa cidade ocidentalizada a partir do qual rapidamente se chega a zonas com aspecto de favela, repletas de pequenas barracas e gers entalados entre as mesmas. Contrariamente ao resto do país, onde o conceito de propriedade privada e vedada ainda é praticamente desconhecido, aqui a terra é valiosa e praticamente tudo se encontram delimitado, seja por vedações, muros ou arame farpado.

Após muita pesquisa, um par de marcações e demarcações depois, optamos por ficar alojados na Zaya Guest House. Ficamos no edifício nº1 (tem uma segunda localização a uns metros de distância) e era agradável. O motorista vai buscar-vos gratuitamente à estação de comboios (já a ida é a pagar) mas esta também é ligada ao centro da cidade pelo frequente trolley número 4 (300 tughriks). Os autocarros são mais irregulares e mais caros (500 tughriks). Em ambos casos, tentem levar o dinheiro certo pois não há troco (o dinheiro é inserido numa ranhura).

O centro da cidade encontra-se em rápida modernização, pelo que o mais difícil é encontrar exemplares de arquitectura típica mongol, perdida primeiro pela sovietização do país no período comunista e subsequentemente pela ocidentalização da cidade. 

Contrariamente ao que lemos em alguns relatos, achamos a cidade interessante e merecedora de dois dias completos de exploração. A maior parte das atracções encontram-se no centro da cidade, sendo a as principais excepções o Palácio de Inverno de Bogd Khan e o mercado Naan Tuul.


O inevitável centro de referência para qualquer turista é a praça Gengis Khan, até há bem pouco tempo chamada praça Sukh Baatar. O seu antigo nome, que significa "Machado Vermelho" e não "Herói Vermelho" como irão encontrar em alguns guias, deve-se a Damdin Sukhbaatar, o soldado revolucionário que terá ido à Rússia - então União Soviética - em busca de auxílio para a revolução que libertaria a Mongólia do jugo Chinês. em 1921 Na sequência da mesma, a praça viria a ser irremediavelmente modificada: complexos de templos e mosteiros foram demolidas e deram lugar ao Palácio do Governo e ao Teatro Nacional. Hoje em dia, é uma das maiores praças do mundo e o recentemente renovado palácio foi dotado de uma estátua de Gengis Khan bem no centro, ladeado de 4 estátuas mais:  os dois filhos e dois guardas mongóis. Este é sem dúvida a figura incontornável da história do país e as suas ideias, mesmo sem o sabermos, ainda hoje em dia têm impacto no nosso mundo: foi o primeiro a defender a imunidade para diplomatas, que à data eram eles próprios e os seus familiares frequentemente presos, torturados e mortos em alturas de conflito; foi também o percursor da primeira região de comércio livre intercontinental, no processo de formação daquele que viria a ser o maior império de território contíguo da história da humanidade, estendendo-se do sudeste asiático à europa.


Enquanto que a norte da praça permanecem edifícios do período socialista, nomeadamente vários museus, a sul da mesma é notório o despontar de vários edifícios modernos que deixam o mais antigo templo da cidade, o agora museu Choijin Lama, literalmente perdido no meio deles. Tentamos visitar o mesmo em dois dias diferentes - tem horários de abertura bastante restritos fora da época alta: Junho a Setembro: aberto todos os  dias das 9h30 às 19h; Outubro a Maio abre apenas de Terça a Sábado, das 10h às 16h30 - mas no primeiro dia estava fechado, de acordo com o seu horário que à data desconhecíamos. Na segunda ocasião que tentamos, e que segundo o horário deveria estar aberto,  o "simpático" senhor que aparece na porta barrou-nos a entrada (a nós e a mais uns quantos turistas).





Nas oeste da praça, mesmo em frente ao State Department Store - um imponente edifício com 6 andares abertos ao público onde há um grande supermercado bem como lojas com variadíssimos produtos, começa uma grande avenida em direcção a sul que termina no Circo, com o seu telhado amarelo. Pelo caminho, passa-se pelo avermelhado Teatro Nacional do Drama. Nas redondezas do circo, algo escondido por entre feios prédios do período socialista que se encontram à sua direita (para quem está de frente para o circo), encontra-se o mercado de frescos ou Mercury Market. 





Daqui são uns 100m até à avenida que vai da praça principal para sul, onde apanhando qualquer autocarro nesse sentido irão chegar ao Palácio de Inverno de Bogd Khan.



Este foi também ele transformado em museu e cobra um bilhete de 8000 tughriks de entrada. Cobram ainda as mais exorbitantes taxas para fotografar e filmar que alguma vez vi (50000 e 70000 respectivamente,  equivalentes a 20 e 27 euros), principalmente tendo em conta que lá dentro é proibido fotografar e filmar em praticamente todo o lado. Penso que não serei injusto se lhe chamar uma "tourist trap".  Nós optamos por não pagar e acabamos por conseguir tirar uma ou duas fotos em "ângulos mortos" das múltiplas câmaras de "segurança" que existem no local.


Na zona oeste da cidade, percorrendo o centro pela Avenida da Paz, chega-se ao maior complexo de templos e mosteiros budistas da cidade, o único de Ulan Bator que se manteve em funcionamento durante o período socialista. O Gandantegchinlen, ou simplesmente Gandan Kiid, consiste de um edifício principal, o templo Boddhisattva Avalokitshvara, no cimo de uma avenida ladeada por vários edifícios anexos. 






No edifício principal encontra-se um buda em pé com 26,5m de altura, o maior buda em pé num espaço fechado de todo o mundo. Fora do complexo há outros pequenos mosteiros onde os locais recorrem e onde é  possível entrar e observar os monges a efectuar longas rezas a troco de uma módica quantia de dinheiro. O complexo tem um bilhete de entrada  - 4000 tughriks com direito a um mapa do complexo - que em boa verdade só nos foi cobrado já dentro do edifício principal (embora tenha bilheteiras logo à entrada).


Esta zona da cidade, apesar de relativamente central, tem um ambiente totalmente diferente do centro propriamente dito. A pobreza é mais notória, há avisos relativos a carteiristas um pouco por todo lado e foi provavelmente o sítio da Mongólia onde nos sentimos menos seguros embora não tenhamos tido qualquer problema. Provavelmente tudo isto se deve ao facto de o complexo ficar no "Gadan suburb", uma região que já mais se parece com as favelas de gers e barracas que circundam toda a cidade.


Enchemo-nos de coragem e atravessamos uma curta viela em terra batida pelo meio das mesmas, evitando uma volta muito maior pelas avenidas principais, e chegamos a uma zona antiga da cidade, a nordeste deste complexo, onde há vários templos antigos que é possível visitar, embora se encontrem bastante degradados.


Nos arredores da cidade, fica o mercado Naan Tuul, conhecido como "mercado negro". É um enorme mercado com partes cobertas e outras a céu aberto, onde se vende de tudo um pouco mas principalmente roupa, calçado e utensílios domésticos. Há uma pequena secção de memorabilia soviética, items religiosos e xamãnicos, ironicamente misturados nas mesmas bancas, que foi para mim a mais agradável. Contem com 45minutos a 1hora para lá chegar e outro tanto para regressar. Como praticamente não há táxis oficiais na cidade, o habitual é para um qualquer carro particular e tentar negociar  a viagem, que não deverá custar mais de 4 ou 5 mil tughriks (o carro todo, não por pessoa).




Quem estiver interessado, poderá ainda seguir caminho a partir daqui para a enorme estátua de Gengis Khan que foi recentemente construída já à chegada do Parque Nacional Gorki-Terelj. Uma outra ideia será parar lá a caminho do tal parque, o que se afigura como uma boa opção para quem quiser parar pouco tempo no país mas ainda assim experimentar pernoitar num ger e conhecer a estepe mongol.

Outro ponto de interesse nos arredores da cidade, é uma colina onde se situa um antigo monumento soviético comemorando a libertação do país que tem actualmente um buda em construção a seu lado. Dizem que as vistas sobre a cidade ao por do sol são bonitas, dependendo do grau de poluição e do smog. Como estava um frio de rachar - acho que me esqueci de mencionar que durante o dia as temperaturas oscilavam entre os -15º e os -18º - e um ar poluidíssimo, decidimos saltar. O nosso colega de viagem à Mongólia central, que reencontramos em Hong Kong, acabou por lá ir e voltou algo desiludido com as vistas.

Fechamos a nossa visita à cidade, e ao país, com um churrasco mongol e um passeio nocturno pela praça central. Gostávamos de ter assistido a uma actuação de canto típico mongol mas parece que fora da época alta é coisa rara, senão mesmo impossível de encontrar fora dos gers mais turísticos junto aos parques nacionais. Há uma academia na cidade que teoricamente tem espetáculos todo o ano mas nos vários dias em que estivemos na cidade não havia nenhum espetáculo agendado. Fica mais uma razão para voltar à Mongólia!


15/12/16

Ulan Ude



A nossa próxima paragem no Trans-Mongoliano foi Ulan -Ude, uma verdadeira cidade de contrastes e com uma cultura bastante diferente da Rússia em geral. Ulan Ude foi fundada pelos cossacos com o intuito de cobrarem impostos aos Buriates, um povo mongol que deixou marcas até aos dias de hoje na cultura  da cidade.

Assim sendo é possível encontrar igrejas ortodoxas, templos budistas e a presença de vários rituais xamânicos espalhados por vários locais da cidade. Ao andar pelas ruas nota-se já uma grande diversidade de rostos, sendo já muito presentes os traços asiáticos em boa parte da população. Caso ainda fossem necessários mais motivos para visitar a cidade, o grandioso Baikal pode também ser visitado a partir daqui sendo que as melhores praias são precisamente nesta margem do lago. A cidade encontra-se também envolta de algum secretismo pois esteve fechada para o turismo até 1934 devido a planos militares secretos e segundo o guia do Lonely Planet, até aos dias de hoje existem “espaços em branco” no mapa da cidade.

Na nossa opinião é possível visitar a cidade num dia completo. Nós fizemos a cénica viagem de comboio de Irkutsk para Ulan Ude durante o dia (+/- 8 horas) chegando de noite à cidade. Ficamos um total de duas noites. Para quem desejar visitar o lago Baikal ou a aldeia dos "Antigos Crentes", deverá acrescentar mais dias. 





A cidade é facilmente visitável a pé e é dividida em duas secções: a parte alta e a parte baixa. A parte alta é dedicada à época do comunismo sendo a praça de Svetov e o busto de Lenin, o maior do mundo, umas das maiores atracções da zona. Visitando esta zona o percurso mais intuitivo leva-nos a descer a Rua Lenina, onde chegamos à parte baixa da cidade. Aí podemos encontrar a Catedral de Odigitria que fica situada mesmo junto à central de autocarros. 











Estando nessa zona da cidade é de aproveitar e apanhar o autocarro para o templo budista de Ivolginsky que fica a 23 km da cidade. Basta apanhar o autocarro 130 na estação de autocarros (45 rublos) e sair na última paragem. No mesmo local existe uma van com a inscrição “Datsan” (que significa templo) que nos leva directamente até lá (25 rublos).





O Ivolginsky  é formado por um complexo de templos, uma escola de budismo, um museu e algumas moradias para os lamas, existem também alguns gers (tenda tipicamente mongol). É também aqui que se encontra preservado o corpo do lama que morreu na posição de Lótus. Recentemente existiu uma “polémica” em que alegavam que as cameras do templo captaram movimentos do Lama alegando que o mesmo esteja vivo. Contudo, o templo permanece fechado a maior parte do ano abrindo apenas em ocasiões especiais. Aquando da nossa visita estava a ocorrer uma festa para crianças onde muitas vestiam trajes típicos no edifício do museu.






Regressando à cidade é hora de apanhar novamente um autocarro, desta feita o muito frequente 97 (20 rublos), para o templo Rinpoche Bagsha. Durante a viagem passamos pelas colinas  da cidade onde existem pequenas casas de madeira que com neve tornavam toda a envolvência bastante pitoresca.



Este templo possui uma vista bastante boa sobre cidade mas que durante a nossa visita  encontrava-se nublado. No entanto conseguimos ouvir um dos cânticos mais belos feitos no interior do templo. Do lado esquerdo de quem entra encontra-se algumas bandeiras inerentes ao Budismo Tibetano aí praticado. A capital da Buriácia é sem dúvida merecedora de uma paragem.



09/12/16

Irkutsk

Irkutsk é conhecida como a capital da Sibéria Oriental e é a maior cidade na proximidade do lago Baikal, ao qual se encontra ligada por um reservatório de água com o nome da cidade. Esta é também uma cidade com grande importância ao longo da história da Rússia. Fundada por Cossacos, serviu de refúgio aos dezembristas depois da tentativa falhada de revolução no princípio do século XIX e foi o último grande reduto dos czaristas na sequência da revolução bolchevique um século depois. Há quem a apelide de "Paris da Sibéria" mas sinceramente não encontramos qualquer semelhança, o que em boa verdade é o que geralmente acontece nas várias "Paris" e "Venezas" que vamos visitando por esse mundo fora.


Fruto da sua história e da sua localização geográfica, Irkutsk é de facto uma cidade muito diferente das restantes cidades russas. Em termos arquitectónicos não houve uma "sovietizacão" da cidade pelo que ainda predominam as típicas casas de madeira um pouco por toda a cidade. Nas duas principais avenidas, a Lenina e a quase sempre perpendicular Karla Marksa, estas dão lugar a edifícios mais imponentes e trabalhados dando um aspecto mais europeu a esta parte da cidade.




A melhor forma de se conhecer a cidade é a pé, uma vez que o centro da mesma é relativamente pequeno e há um trajecto que passa por praticamente todas as atracções marcado por uma linha verde no passeio. Há 4 tipos de transportes públicos, que poderão ter alguma utilidade na hora de regressar de um ponto mais longínquo ou para ir para as estações de autocarro ou comboio. O mais útil e fiável é o eléctrico embora tenha poucas linhas. Os autocarros/trolleys são pouco frequentes em detrimento dos imensos muni-bus que complementam o seu serviço mas que estão sempre a abarrotar e não parecem interessados em transportar turistas (na viagem para a estação de comboios tivemos que recorrer a um táxi após 2 mini-bus consecutivos se terem recusado a levar-nos). Por fim, então os táxis com os quais é melhor regatear o preço em vez de usar o "taxímetro" que em alguns é uma duvidosa aplicação no seu smartphone. Uma corrida de táxi, de uma ponta à outra da cidade, não deverá custar mais de 200 rublos depois de regatear.

Para conhecer a cidade é aconselhável uma estadia de pelo menos 2 dias. Um dia será suficiente para ter uma ideia geral da mesma, contudo. A Avenida Karla Marksa acaba por dividir, convenientemente, as atracções da cidade em duas metades: a parte ocidental da mesma é um misto de Igrejas de diferentes épocas, edifícios soviéticos e alguns do tempo dos czares. Há uma enorme praça central com direito a jardim, a Kirova, e uma boa parte das atracções de relevo estão em seu redor.


A mais bela é a Catedral da Epifania, com os seus adornos vermelhos e dourados no exterior e um espaço interior de fazer inveja a qualquer outra no mundo. Do outro lado da rua, a mais antiga Igreja do Salvador. Há ainda uma igreja protestante e outra católica a uns 100 metros.









Aconselho vivamente a ida até margem do rio, de onde é possível admirar de tudo um pouco: desde pequenas casas de pescadores a monstruosas zonas industriais, passando por várias estátuas de vários períodos, sendo a mais importante a de . Pelo caminho, "encravado" entre duas das principais igrejas da zona, há o habitual monumento aos soldados que deram a vida na 2a grande guerra, com a particularidade de este ainda ter uma significativa guarda composta por adolescentes que se rende de 15 em 15 minutos, algo impressionante tendo em conta o frio gélido da cidade.











A parte oriental da cidade tem um aspecto bastante diferente, menos urbano e de certa forma mais asiático. As edifícios imponentes dão lugar a ruas repletas de casas de madeira, umas restauradas, outras a cair, e o bulício de pessoas e veículos motorizados intensifica-se.





A mistura de diferentes etnias e culturas torna-se mais evidente, o que acaba também por se traduzir na presença de igrejas, mesquitas e uma sinagoga a escassos metros. Escusado será dizer que uma vez mais, não era possível visitar a sinagoga que se encontrava rodeada por inúmeras câmeras de CCTV. Há ainda uma rua pedonal de comércio perpendicular à Karla Marksa que embora ainda “pareça” russa, tem várias travessas de comércio que mais parecem retiradas de uma qualquer cidade asiática.




O principal atractivo desta zona é a Igreja do Levantamento da Cruz Sagrada, ou simplesmente Igreja da Cruz, e o circundante bairro turístico - outrora o mais “típico” da cidade, que tem início numa pequena praceta facilmente identificável pela estátua do símbolo e brasão da cidade: um tigre siberiano com uma zibelina (uma espécie de marta) na boca.












Desta zona, é apenas uma caminhada de 10 minutos até ao gigantesco mercado central. Este é composto por diferentes áreas, espraiando-se através de várias ruas. A parte mais interessante é que fica no espaço fechado, com imensas bancas de frescos e comidas já cozinhadas no seu piso inferior e com um piso superior recheado de produtos electrónicos, nomeadamente "iPhones" falsos difíceis de distinguir dos verdadeiros a menos de 100 euros. É de ter em conta que os vendedores deste mercado são algo aversos a fotografias pelo que é aconselhável que as tirem a uma certa distância ou idealmente do piso superior. Se lhes pedirem autorização, irão na sua maioria dar-vos uma nega. Este é provavelmente o sítio onde a miscelânea de culturas é mais evidente: de comida russa a asiática, passando pelo famoso peixe seco e/ou fumado, bancas de especiarias e pequenos cafés buriates onde os locais apreciam buuzy, dumplings de massa fina recheados de carne de vaca e borrego, mais raramente de vegetais.















Prosseguindo caminho, na região nordeste da cidade há um pequeno agregado de atracções relativamente interessantes: a azul casa-museu do dezembrista Sergei Volkonsky, o museu do chá (que se encontrava fechado) e um pequeno espaço exterior que explica como eram feitos os detalhes das casas em madeira.


Por fim, a rua mais agradável da cidade, a já mencionada Karla Marksa. Esta percorre a cidade de norte a sul, sendo uma mistura de edifícios neoclássicos e modernidade. Os edifícios mais belos são o Teatro do Drama, um dos mais antigos de toda a Rússia, e a sede local dos caminhos de ferro russos . Há ainda uma grande oferta de opções de restauração, incluindo o fantástico Café Belga - uma excelente opção para o pequeno almoço ou lanche a fazer lembrar as nossas pastelarias - e um pequeno mas bom restaurante coreano chamado Kimchi, com preços muito acessíveis.





Um bom sítio para contactar com os poucos locais que falam inglês é o "Inteligent Bar" embora os preços sejam elevados tendo em conta o nível de vida da cidade. Após uma curta conversa com dois cabeleireiros russos que tinham tido um professor português, saímos de lá com um punhado de selfies conjuntas e com um "terço" ortodoxo que já teria transitado 3 gerações. Num dos dias, "apanhamos" ainda uma demonstração de material bélico com o aparente intuito de cativar jovens para o exército.


Para quem se interessar pelo assunto, um dos dois antigos "quebra-gelo" do lago Baikal, o Angara, encontra-se atracado perto da cidade. O seu "irmão" jaze há algum tempo no fundo do lago.