17/06/15

Kuala Lumpur, parte I


Partimos de Malaca em direcção a Kuala Lumpur. Uma vez mais usamos este site para comprar os bilhetes para a viagem que dura cerca de 2h30. As estradas são boas e a viagem decorreu sem percalços. A paisagem embora bonita, é algo monótona devido às extensas plantações para produção de óleo de palma.

À chegada a Kuala Lumpur - os autocarros vindos de Malaca param no terminal Bersepadu Selatan  que fica ao lado da Bandar Tasik Selantan, onde é possível apanhar a linha Ampang do LRT em direcção a Sentul Timur. Por ser a mais conveniente para o nosso hotel, trocamos na estação Hang Tuah para o mono-rail (linha verde) mas se quiserem pode trocar em Masjid Jamek para a linha vai para as torres Petronas.

Geralmente não gosto de cidades grandes, os monstros de cimento não são o que procuramos em férias, logo as nossas expectativas eram baixas. Contudo, KL surpreendeu-nos, é uma cidade bem mais bonita do que havíamos imaginado. Não perdeu totalmente o seu carisma, apresentado ainda algum charme de outros tempos e uma enorme diversidade cultural e arquitectónica, revelando-se no entanto, uma cidade extremamente moderna.

Os dois dias que lá passamos foram dedicados a algumas das principais atracções da cidade, começando pelas famosas torres Petronas. Estas foram construídas obedecendo aos princípios arquitectónicos e numerologia islâmicos, salientado o respeito pelo Rub el Hizb, que corresponde a dois quadrados cruzados na sua base.


No que concerne à visita às torres gémeas de 88 andares, é necessário comprar os bilhetes no dia anterior ou no próprio dia bem cedo. No entanto, estes são relativamente caros e apenas permitem ao visitante subir até ao passadiço que une as duas torres, ainda bem longe do topo das mesmas. Nós não subimos e se decidíssemos subir seria à "Menara KL" - cujo nome significa literalmente "Torre de Kuala Lumpur" - próxima das Petronas, com uma altura ligeiramente mais baixa mas onde é permitido subir até ao topo pelo mesmo preço.

Menara KL, com a sua antena, ao fundo,
Depois da sessão fotográfica no centro nevrálgico da cidade, decidimos partir em direcção a uma das principais praças da cidade, a "Merdeka Square" que significa praça da independência ou da liberdade. Esta é composta por um enorme espaço relvado - onde nos tempos coloniais se jogava cricket, futebol, hoquei em campo e rugby - de onde se eleva um mastro com uma majestosa bandeira da Malásia.


A delimitar a praça temos de um dos lados o belíssimo edifício do Sultão Abdul Samada, construído durante a colonização inglesa, visível na foto acima.


E do outro o Royal Selangor Club, também ele do período colonial e também ele - tal como o anterior - idealizado por Arthur Norman - mas com uma arquitectura e construção radicalmente diferentes. Ainda nas imediações da praça, o belíssimo Museu Nacional de Têxteis ente outros:




Pelo caminho - e porque nos pareceu uma estação de LRT conveniente - visitamos ainda a Masjid Jamek, uma das principais mesquitas de Kuala Lumpur:




Porque o calor era intenso neste início de tarde, decidimos partir para uma das zonas verde da cidade. Optamos então por algumas das atracções adjacentes aos Lake Gardens, começando pelo Butterfly Park. Apesar de aparentar ser relativamente pequeno, é um dos maiores "zoos" de borboletas do mundo e tem-nas de facto para todos os gostos e feitios, sendo também um óptimo local para nos refugiarmos do calor intenso de Kuala Lumpur:








No final da visita, uma sala tem alguns aquários com alguns animais pouco comuns - pelo menos para nós - incluindo insectos que se fazem passar na perfeição por folhas, diplópodes, escorpiões e besouros. Nas paredes, espécies nativas de borboletas e outros artrópodes, bem como alguns exemplares de outros continentes.




À saída e ainda com pouca vontade de caminhar devido ao calor, o simpático condutor de um trolley supostamente pago pacientemente esperou que um superior seu desmobilizasse e levou-nos de propósito - sem qualquer custo - até ao Bird Park. Este é um espaço significativamente maior, sendo mesmo um dos maiores do mundo e o maior onde se pode caminhar juntamente com alguns dos espécimes expostos. Aqui o bilhete é mais caro e a exposição solar maior mas valeu definitivamente a pena visitar:












No final desta ronda pelo parque, terminaríamos o dia a passear um pouco pelo menos - finalmente livres do já tão "badalado" calor - e com alguns encontros imediatos com mais alguns animais e um pequeno festival no mesmo, junto a alguns jardins a fazer lembrar outras paragens!





No fim da tarde, optamos por regressar ao hotel e foi um verdadeiro filme para conseguirmos um taxi! Finalmente lá conseguimos dividir um com um casal de Australianos que iam para KL Sentral, a estação central da cidade, e tivemos direito ao nosso merecido descanso na piscina do hotel.

Não percam a segunda parte do relato sobre as Batu Caves e a Chinatown de Kuala Lumpur! Até já!!!





10/06/15

Resumo do dia #11

Para terminar a viagem optamos por visitar Krujë (lê-se Kruie ou Kruia), uma pequena cidade perto de Tirana e do seu aeroporto. Assim ficamos a conhecer mais um dos locais históricos do país, de onde Skenderberg liderou a nação albanesa a maior parte do tempo.


Apesar de ter poucos pontos de interesse, tem um pequeno bazaar que apesar de se encontrar vocacionado para a venda de souvenirs ainda tem algumas senhoras idosas a trabalhar em teares tradicionais. 


Do castelo, restam algumas muralhas. No seu interior, o Museu dedicado ao herói albanês supracitado e (mais) um Museu Etnográfico.



Assim nos despedimos da Shqipëria e de momento já nos encontramos a caminho do Portugal. Não tarda nada, começam os relatos da viagem:) Até já! 


09/06/15

Resumo do dia #10




Regressamos finalmente a Tirana!

Decidimos revisitar os locais por onde já havíamos passado há 5 anos atrás e descobrimos que uma boa parte das obras que presenciamos à data ainda não terminaram. Para dizer a verdade, algumas das ruas mais centrais parecem estar praticamente na mesma. A grande excepção é mesmo a praça central, a Skenderberg (ou Skenderbeu), que se encontra arranjada.

2010

2015

Verificamos ainda que a pirâmide se degradou (mais) acentuadamente nos últimos anos. 


Para nosso desconsolo, voltaram a tapar os mosaicos do Museu de História Nacional com uma tarja (quando no dia da chegada, a horas tardias, se encontrava a "descoberto"). Definitivamente - e na nossa opinião incompreensivelmente - Tirana não gosta de exibir os ditos mosaicos.


A Catedral Ortodoxa é outra das obras finalmente concluídas (embora as suas imediações ainda pareçam um estaleiro de construção).


E claro, o dia não podia terminar sem revisitar o prato mais típico da cidade, o Fërgesë:



Até qualquer dia Tirana!

07/06/15

Resumo dos dia #8 e #9



Os últimos dois dias foram passados na "Riviera Albanesa". O número de praias existentes é inacreditável. Junto às praias existem sempre pequenas vilas que servem as mesmas. O forte da gastronomia é a comida italiana, sendo o preço médio de uma pasta os 5 euros. O ideal para percorrer a zona é ter carro e ir de praia em praia.

E é assim que temos feito: Passámos a manhã numa praia, almoçámos, e passamos a tarde noutra praia. Pelo caminho dormimos em Himare e Dhermi. As praias são quase desertas e existem sempre cadeiras de praia que nunca nos foram cobradas pela sua utilização.

Himare
Jale Beach
Jale Beach
Jale Beach
Dhermi
Praia Drymardes
Para além disso, e como podem ver nas fotos,  o tempo não tem estado do nosso lado! Estando sempre nublado à tarde. Hoje de manhã ao visitarmos um castelo em ruínas apanhei o maior susto das férias: deparei-me, pela primeira vez em 29 anos, com uma cobra. O pânico foi tal que desatei a correr colina fora pelo caminho caiu mais uma cobra de um muro. Desatei a gritar que nem uma louca. O Paulo ficou para trás e umas crianças riam-se. E foi isto.

Baci*