09/06/17

Varanasi em Vídeo

Agora o vídeo do nosso ponto de partida na Índia, a intensa e espiritual cidade de Varanasi, uma das mais antigas cidades continuamente habitadas do planeta.

08/06/17

Yangshuo



A região de Guangxi foi uma das primeiras a abrir-se ao turismo internacional, na década de 50, sendo também a cidade "modelo" pra receber dignitários estrangeiros. As suas paisagens de relevo cárstico serviram chamariz a turistas estrangeiros e chineses, tendo transformado a capital desta região, a cidade de Guilin, numa metrópole limpa e organizada- pelos padrões chineses - mas com um transito insuportável e turismo massificado.

Na proximidade da mesma, o turismo independente viria a "mudar-se" pra Yangshuo, que nos seus primórdios seria uma pequena aldeia rodeada de colinas tão ou mais impressionantes. Hoje em dia, Yangshuo é uma pequena cidade (muito pequena pelos padrões chineses) que tal como aconteceu com Guilin, começa a sofrer com expansão desmedida do turismo de massas.



Yangshuo não tem estação de comboios nem aeroporto pelo que forma mais fácil de lá chegar é a partir de Guilin, de onde partem autocarros frequentes que demoram cerca de 40minutos a 1h a percorrer a distância (à data da nossa visita estava em construção uma nova estrada que no futuro irá encurtar a viagem). Já Guilin, é servida por um aeroporto internacional e estação de comboio rápido, muito conveniente para quem quiser visitar a região a partir de Macau ou Hong Kong, embora os comboios terminem do lado "continental" em Zuhai e Shenzhen, respectivamente.

Para deslocações dentro de Yangshuo, há um sistema de autocarro relativamente frequentes e duas estações de camionagem principais: uma, a norte, liga a cidade a Guilin; outra, a sul, liga a cidade alguns destinos como Xingping. No entanto todo o centro da cidade é facilmente percorrível a pé, motivo pelo qual optamos por ficar numa guesthouse nos subúrbios de Yangshuo, isto é, a pouco mais de 1km do centro, onde é mais fácil imaginar como seria este local há algumas décadas atrás:


A cidade em si, para além do cenário envolvente, não tem muitos atractivos: um agitado mercado de frescos bem próximo da "walking street", um punhado de ruas pedonais que desembocam nesta última, um pequeno parque com uma estátua comemorativa e uma beira rio estranhamente desaproveitada onde só se costumam encontrar algumas bancas de vendedores de souvenirs e vendedores de passeios em jangadas de bambu pelo rio Li. Há ainda uma pequena cascata algo escondida pela vegetação.







O mercado começa ainda na rua, com vários vendedores de vegetais e frutas nos passeios. Depois entra-se no mercado propriamente dito e a primeira secção é ainda de vegetais e frutas, com alguns vendedores de comida já confeccionada e muita gente com sono!



Depois surge a secção das carnes, que sinceramente só visitamos de forma "aprofundada" na nossa segunda visita, aquando de uma aula de culinária. Começando pelos animais mais vulgares, em que galinhas mortas são geralmente expostas por cima das que ainda respiram, chegamos a uma zona onde é possível encontrar de tudo: coelhos, sapos, patos, gansos, pombos, marmotas, gatos e cães. Convém ter em conta que os animais geralmente são mortos na hora e não raras vezes em frente aos clientes, pelo que é aconselhável alguma prudência aos mais sensíveis.



A aula de culinária propriamente dita, teve lugar no piso superior do restaurante Cloud 9 na zona pedonal e recomendamos vivamente. O preço depende do número de pessoas e do número de pratos a confeccionar e claro, no fim serve se almoço!


Os principais atractivos encontram-se fora da cidade, embora a uma curta distância e com ligações frequentes de pequenos autocarros locais extremamente baratos. Como referência, um bilhete de autocarro para Xingping custa 10 yuan e os autocarros dentro da cidade custam uma pequena fracção desse valor. Os taxis são particularmente caros, especialmente tendo em conta os padrões chineses. Contrariamente às grandes cidades chineses, não têm taxímetro e muitos deles parecem ilegais (viaturas particulares), sendo necessário negociar o preço antecipadamente.

Convém ainda ter em conta que se visitarem a região nas estação seca, como nós fizemos, o caudal dos rios diminui drasticamente com o inerente impacto visual e impossibilitando a viagem de barco de Yangshuo até Guilin. Nos meses mais rigorosos do Inverno o clima subtropical dá lugar a temperaturas baixas e, embora não seja muito frequente, pode mesmo chegar a nevar na região.

Para além do rio Li, há a alternativa do menos turístico mas significativamente menor rio Yulong. Por causa da diminuição dos caudais, acabamos por optar pelo Li, até porque o Yulong é perigoso com pouca água.

Xingping, a 27km de Yangshuo, é provavelmente o local mais conveninente para apreciar as paisagens da região bem como parte do que resta de uma China mais rural de outros tempos. A 40 minutos de autocarro de Yangshuo, apesar de ser já um local bastante turístico, aqui não trânsito e é possível deambular por quase toda a aldeia sem enfrentar multidões. Essas encontram-se todas junto ao rio, mais precisamente no local de onde partem os barcos. É também aqui que irão encontrar senhoras a apregoar viagens nas jangadas de "bambu" (hoje em dia de PVC) que subitamente desapareceram quando estávamos perto de embarcar numa delas, por estarem a chegar agentes da polícia num barco. Sem outra opção, acabamos por ter que seguir o plano B e partilhar um grande barco com uma multidão de chineses, o que está longe de ser a mesma coisa. Ainda assim, deu para apreciar algumas das paisagens rurais que procurávamos e no final, fizemos um passeio pedonal no outro sentido do rio, onde surgem vários pontos de observação do local retratado nas notas de 20 yuan.




O centro da aldeia propriamente dita, é um bom sítio para relaxar da confusão das cidades chinesas e é ainda possível apreciar uma vida com um ritmo mais lento, havendo várias casas repletas de pessoas de todas as idades a jogar cartas, indiferentes ao corrupio de turistas a escassas dezenas de metros dali.

04/06/17

Fenghuang


A cidade de Fenghuang, situada na província de Hunan, é um destino turístico muito popular entre os chineses. Famosa pelas suas casinhas suspensas em estacas nas margens do rio Tuojiang, pelas suas belas pontes e a famosa muralha que foi construída durante as Dinastias Qing e Ming.

Fenghuang, que significa "fénix", é dividida em duas "zonas": a cidade nova e cidade velha, que pertence à rota das aldeias Miao - uma minoria étnica  subdividida em 55 grupos . A cidade nova é desprovida de qualquer carisma, sendo na altura em que visitamos, um grande estaleiro de construção. Por outro lado, a cidade velha é envolvida num charme de outros tempos, mantendo grande parte da sua arquitetura bem preservada.

Como Chegar

A cidade nova é ponto de chegada da maior dos visitante, os autocarros param mesmo numa estação desterrada à entrada da cidade, por entre edifícios em construção, de onde é possível apanhar o autocarro (o número 1 é o mais frequente) até ao centro da parte nova da cidade. Para quem vem do leste da China, os principais acessos são das cidades de Changsha e Huaiha, ambas com acesso ao comboio bala chinês.

Daqui é recomendável que se certifiquem que têm dinheiro suficiente e, caso não tenham, levantem (na cidade velha há poucas ATMs e deixam de funcionar ou de ter dinheiro com facilidade). Quer aqui, quer em Huaihua (onde fizemos "escala" após apanhar o comboio de Pequim) as ATMs funcionam apenas em mandarim, pelo que é preciso seguir por "tentativa-erro" até se conseguir levantar dinheiro.

Para chegar à cidade velha, convém que levem um mapa em mandarim com a localização do hotel pois muitos são pequenos e escondidos, pelo que os taxistas podem não fazer a menor ideia para onde querem ir.

O que Fazer

A maioria das suas atracções encontram-se junto ao rio onde é ainda possível ver pescadores, mulheres a trabalhar como noutros tempos. As casas de estacas foram na sua grande maioria reconvertidas em pequenos hotéis e outros negócios relacionados com o turismo. Passear nesta zona é sem dúvida o ponto alto de uma visita a Fenghuang, sendo um bom ponto de referência para começar a caminhada o belo pagode Wanming.







Caminhar a pé  sobre  a muralha, que limita a parte mais antiga da cidade, e aproveitando para visitar o o Portão da Torre Oriental construído na Dinastia Qing para defesa da cidade. Nesta zona há também uma grande oferta de produtos regionais e de souvenirs, como o famoso doce gengibre.






Caminhar nas várias pontes que cortam o rio e ligam as duas margens. A mais impressionante é a ponte Hong, que tanto pode ser atravessada por um dos seus pisos como tem ainda um outro piso superior que pode ser visitado mediante a compra de bilhete. Pode-se também fazer um passeio de barco a remos que começam no portão Norte e que acabam no Templo de Wenshu.







É ainda possível visitar outra secção da Grande Muralha da China que fica a cerca de 15 Km da cidade. Nós apanhamos o autocarro número 2 até uma pequena central de camionagem (Tuqiaolong Passenger Transport Station) encravada entre os últimos prédios à saída da cidade. Aqui é perguntar qual o autocarro que sai para a muralha - custa 6 Yuan -  e este para mesmo em frente às bilheteiras, onde o bilhete para esta secção da muralha custa 45 Yuan.





Quanto tempo ficar e onde dormir

É possível visitar a cidade em apenas um dia, sendo dois dias o tempo ideal para desfrutar da cidade na sua totalidade. Para dormir o ideal é ficar num pequeno hotel com vista para o rio. Nós ficamos no Yinji Inn que fica praticamente situado na cidade velha (basta descer umas escadas) mas, que se encontra elevado o suficiente para ter uma vista incrível do terraço comum para a cidade. Convém ter em conta que a cidade muda muito de dia para dia e até mesmo durante o próprio dia. Nos dias de semana é geralmente tranquila ao passo que aos fins-de-semana a cidade costuma ficar repleta de turistas com o passar do dia e à noite transforma-se com iluminação colorida e começa uma vida nocturna agitada.








Gastronomia Local

A oferta gastronómica nesta região chega a ser assustadora de tão diversificada que é: para além das proteínas mais comuns, é possível encontrar cobra, uma espécie de marmota popular na China e em alguns dos seus países vizinhos e até um restaurante que afirma servir Pangolim, embora não tenhamos visto nenhum em exposição, como acontece com os restantes animais na maioria dos restaurantes.








Embora tal aconteça um pouco por toda a China, aqui o ressentimento para com o povo japonês é francamente mais declarado:

05/05/17

Jaipur em vídeo - parte 2

Finalmente com acesso a internet que nos permita fazer upload ao que quer que seja, partilhamos a segunda parte da nossa visita a Jaipur, incluindo o belíssimo Forte Amber nos arredores da cidade.
Em breve o vídeo de Varanasi e Agra:)


26/04/17

Jaipur em Vídeo

Hoje foi o nosso primeiro dia no Rajastão e estamos a adorar esta cidade histórica, caótica e muito barulhenta. Aqui palácios monumentais coabitam com muita pobreza e animais. As ruas desta cidade de 3 milhões de habitantes são ainda um enorme bazar onde é possível encontrar de tudo um pouco. Como loucos que somos pela comida indiana e mantendo a tradição dos nossos navegadores, já compramos um kilo de especiarias!

Fica o vídeo que resume mais um dia tórrido.

24/04/17

Barbeiro Indiano em Varanasi

Ontem foi dia de dizer adeus ao cabelo e à barba, por causa das elevadas temperaturas do Verão indiano. Sendo Varanasi conhecida pelas cremações e como "cidade das viúvas" fui aconselhado a deixar o bigode (!) pois o corte total é reservado a quem perdeu um ente querido recentemente. Assim, lá encontrei um barbeiro de rua (levam cerca de metade do preço dos das barbearias) e foi rápido e eficaz. Já o novo look...



15/04/17

Pequim em três dias













À Descoberta de uma civilização Milenar...

República Popular da China, ou Império do meio como outrora fora conhecida entre os chineses, pois  acreditavam estar no centro do mundo. A China é uma das mais antigas civilizações do mundo (os historiadores descobriram vestígios do sec. XVI a.c.) e acredita-se que teve origem na região do vale do rio Huang He (rio amarelo) onde várias populações organizavam-se nesta zona como "cidades estados". 

A primeira Dinastia histórica foi a Shang e já possuíam sistema de escrita e calendário. Seguiram-se mais algumas Dinastias e foi no  ano de 221 a.c., que a China foi unificada como um grande reino ou Império, através da imposição de um sistema de escrita comum pela dinastia Qin. A Dinastia Qin acabou também com os senhores feudais, implementado a criação de um poder centralizado e a adopção de uma doutrina baseada no confucionismo. O confucionismo é uma doutrina criada pelo pensador chinês Kung-Fu-Tzu. Uma das mais belas ideias do confucionismo é que a natureza humana é intrinsecamente boa, porém, é corrompida pelo uso indevido do poder.

Seguiram-se outras Dinastias até à invasão do Império mongol que dividiu o país em 12 províncias. Foi em 1368 que a Dinastia Mongol foi derrubada e expulsa pela resistência interna chinesa, e, esta assume o poder com o nome de Dinastia Ming, esta manteve-se até 1644. Durante este período houve uma expansão do território com a anexação da Indochina, Manchúria e Mongólia. Umas das causas da queda desta Dinastia foi a chegada dos povos europeus em 1516, nomeadamente os Portugueses. A Guerra do ópio foi um insólito na história da China onde este Estado passou a ser semi-colonial e semi-feudal. Foi também em 1644 que surgiu a dinastia Qing - a última dinastia imperial da China antes da Revolução Chinesa. 

A revolução Chinesa pode ser divida em duas fases: 
- o movimento nacionalista liderado pelo revolucionário chinês Sun Yat- Sen, muitas vezes referido como o Pai da Nação e que teve um papel fulcral na aniquilação da dinastia Qing em 1911. Em 1912 que a China é proclamada República da China;
- E a segunda fase com a Revolução Comunista de Outubro de 1949 concluída após a Guerra civil Chinesa onde o partido comunista alcança o poder, e Mao Tse-Tung, é declarado como líder supremo da República Popular da China e a até então República da China ficou confinada à ilha de Taiwan.

Com o início da Era de Mao Tse-tung são aplicadas um conjunto de reformas destacando-se a Revolução Cultural (1966-1976) em que se ambicionava renovar o espírito comunista por meios radicais.  A nação, entretanto, afundou-se em medo, fome, caos e terror até 1976 com a morte de Mao. 

Dois anos volvidos, Deng Xiaoping chega ao poder e dá início a uma maior abertura do país, implementando o socialismo de mercado e abrindo o país ao investimento estrangeiro. Este advogou a necessidade de uma maior liberdade de expressão e até mesmo de crítica aos erros do passado (de Mao, entenda-se), iniciando reformas com vista a uma democratização do país. No entanto, a revolta de Tiananmen em 1989, mesmo ano em que Deng abandonava o poder, viria a colocar um travão em todo o processo de democratização, levando os seus sucessores a consolidar o poder do partido e o controlo que este tem sobre os cidadãos.

Onde Ficar...
Sendo que três dias sabem a pouco em Pequim é útil ficar numa zona bem localizada da cidade para que não se perca (ainda mais tempo) em deslocações. Uma zona que  recomendamos é a zona de Qianmen. Esta zona histórica recuperada tem uma boa oferta de restauração, comércio, e  o mais importante próxima da Praça Tiananmen e do metro. Ficamos alojados no Hotel "The Emperor Beijing Qianmen" que tem bons quartos, um bom pequeno almoço e uma excelente piscina interior de água aquecida que usávamos antes do jantar. No entanto existem várias opções de alojamento nesta zona e em diferentes gamas de preços mas, não sendo nunca muito barata pois, é uma zona realmente boa.

A nossa chegada a Pequim...
A última etapa da nossa aventura transiberiana levou-nos a Pequim - a frenética capital da China onde residem cerca de 11 milhões de habitantes.  Do nosso ponto de partida ao  nosso ponto de chegada, de Ulan-Bator a Pequim, foram 29 horas de viagem. O tempo passou quase a voar, o corpo e a alma já estavam sintonizados numa vida passada sob carris. Ao amanhecer começamos a entrar nos arredores de Pequim e o que víamos pela janelas do comboio foi deveras impressionante: prédios, prédios, prédios, prédios. A China capitalista e ocidentalizada estava mesmo diante dos nossos olhos. Uma capital de contradições: uma cidade imperial preservada por um governo comunista, onde tradição e modernidade andam de mãos dadas.

No total foram três dias que passamos na cidade (sem contar com o dia da chegada e o dia da partida) onde fizemos largas dezenas de quilómetros: ora a pé ora de metro. Acordávamos cedo para aproveitar o dia que por sua vez também terminava cedo (muitas atracções fecham entre as 17 e as 18 horas). A maioria das atracções turísticas tem horário de Verão e horário de Inverno. Os chineses jantam cedo para os nossos padrões, sendo que a maioria dos restaurantes típicos às 20:30 já estavam a encerrar. O tempo ideal para conhecer os principais atrativos da cidade é de no mínimo de 3 dias.

A nossa sugestão para três dias é para pessoas que tenham um ritmo acelerado e que acordem cedo pois, são muitas coisas para fazer em pouco tempo. Se tiver mais dias para a cidade óptimo, poderá fazer tudo com mais calma e adicionar mais locais.

Dia 1:  Praça Tiananmen + Cidade Proibida + Parque Beihai + Hutongs + Torre do Sino e Torre Tambor +  Templo Lhama + Templo de Confúcio


Praça Tiananmen
A maior praça do mundo: Tiananmen ou praça da Porta da Paz Celestial localizada no centro de Pequim, em que em uma das suas arestas a norte tem a Cidade Proibida e na parte ocidental da praça o grande Palácio do Povo. Esta praça sempre serviu de palco para grandes eventos da China Comunista e foi também palco do massacre de  4 de Junho na revolta estudantil em oposição ao governo Comunista.



Cidade Proibida
Uma das maiores e mais visitadas atrações da China. Durante quase cinco séculos foi utilizada como residência dos imperadores da Dinastia Ming e Qing. O nome de Cidade Proibida nasceu pelo facto de apenas a família imperial e os seus serviçais poderem entrar e utilizar o conjunto de complexos do Palácio. Qualquer outra pessoa que se atrevesse a cruzar os seus portões sem autorização era sujeita a uma execução sumária. É necessário ir com tempo e paciência, pois a quantidade de pessoas que visitam o conjunto de palácios é enorme. Na entrada pode-se alugar um audio-guide que existe em várias línguas incluindo o português.





















Parque Beihai 
Um dos mais agradáveis parques que visitamos na muitíssimo poluída Pequim. Estando na cidade Proibida, este jardim Imperial situa-se a noroeste da mesma, ficando a entrada a escassos minutos da saída da primeira. Para além dos belos jardins, existe um lago que dá nome ao parque, pinturas e arcos que acabam por tornar a ida ao parque numa visita cultural. A paredes dos nove dragões é uma das zonas mais famosas do parque mas o atractivo de maior destaque é mesmo o templo Miaoying ou simplesmente Pagode Branco que se ergue no topo da mais alta colina do parque. É imperdível um passeio nos típicos barcos que existem neste parque.


Hutongs
Outra grande atracção de Pequim são os hutongs, a alma da Pequim antiga, que não é nada mais do que estreitas ruelas com habitações de outrora e que compõem os muitos bairros da cidade. Todas as casas possuem um pequeno pátio interior (siheyan) e as casas de banho só existem em algumas ruas e são públicas. Alguns dos hutongs mais conhecidos são os Quianliang, Wudaoying e Dongsi Batiao , entre outros. A noite traz vida aos hutongs mais turísticos havendo uma grande afluência a bares e restaurantes.



















Torre do Sino e Torre Tambor
Outrora estas duas torres, que distam a 100 metros uma da outra, marcavam o ritmo da cidade: Enquanto o sino anunciava o amanhecer o tambor anunciava o fim do dia. Do topo das torres consegue-se ter uma boa vista para a cidade. Na torre do sino permite uma panorâmica de 360º, ao passo que na torre do tambor, a primeira se vierem da rua principal, só é permitida a visita a umas das varandas.


Templo Lhama 
Um conhecido Templo que já foi residência do Imperador e que se converteu num complexo  de Budismo Tibetano. Conhecido também como "Palácio da Paz e Harmonia" possui cinco salões principais onde é possível ver várias estátuas de Buda, sendo a mais impressionante a estátua de Buda esculpida num único bloco de sândalo. A anexação e perseguição de monges tibetanos por parte da China torna este lugar ainda mais peculiar.  A estação de metro Beixinqiao  (linha 5) fica mesmo ao lado do templo.


Templo de Confúcio
É o segundo maior templo Confucionista do país e situa-se junto ao Templo Lhama. Foi edificado em 1302. Na sua direita existe o colégio Imperial utilizado pelo Imperador para ensinar aos estudantes os clássicos confucionistas. Na actualidade foi reconvertido num museu e podemos entrar em ambos com o mesmo bilhete.



















Dia 2: Grande Muralha da China + Avenida Wangfujing + Mercado Nocturno de Donghuamen

Grande Muralha da China
O grande ex-libris de toda a China que não precisa de grandes apresentações, sendo uma das mais belas construções da humanidade. De Pequim é possível visitar diferentes secções da muralha que se encontram também com diferentes tipos de conservação. É possível ir de transportes públicos para algumas secções, alugar um carro ou comprar simplesmente uma tour. O nosso conselho é que estude as várias secções para que escolha a(s) que vão ao encontro do que pretende ver. Alguma referências de secções são:

- Badaling: É uma secção recuperada da muralha com vistas muito belas mas, muito visitada pelos turistas chineses perdendo-se um pouco da magia do local. Existe  teleférico e acesso para cadeiras de rodas. Fica a 72 quilómetros  de Pequim e é possível ir de transportes públicos: 
- Comboio: Ir para a estação "Huangtudian Railway Station" e sair na "Badaling Railway". Depois segue-se uma caminhada de 20 minutos até à entrada da muralha.
- Autocarro: Na Quianmen Arrow Tower apanhar o "Tourist Bus Line 1" ou apanhar o autocarro 877 na estação "Deshengmen".

- Mutianyu: Trecho mais visitado por turistas ocidentais, ficando a apenas 73 quilómetros de Pequim, é uma boa hipótese para quem pretende ter vistas memoráveis da muralha; De transportes públicos apanhar o autocarro 916 Express na estação de "Dongzhimen" e sair na estação de "Huairou Beidajie Station". De seguida apanhar um deste autocarros (h23, h24, h35) e sair na estação de "Mutianyu Roundabout" e caminhar de 10 minutos até à bilheteira.

- Jiankou: Perfeita para verdadeiros descobridores é uma zona não restaurada e muito íngreme da muralha. Localizada a 100 quilómetros de Pequim;

- Jinshanling: Considerada por muitos a secção mais bonita da muralha. Fica a 154 quilómetros de Pequim;

- Juyongguan: Localizada num dos mais famosos passos de montanha atravessados pela muralha, é uma secção restaurada, com poucos visitantes, situada uns quilómetros antes de Badaling.


Avenida Wangfujing 
Localizada no coração de Dongcheng é uma das maiores avenidas de compras de Pequim.
























Mercado Nocturno de Donghuamen
Na transversal da  Avenida de Wangfujing fica o mercado nocturno de comidas. Os preços são muito altos, pois é um mercado para turistas, mas vale a pena lá passar para ver a enorme quantidade de pessoas que lá anda e provar um ou outro petisco.



















Dia 3: Palácio de Verão + Qianmen + Templo do Céu + Pearl Market (Hongqiao Market) 

Palácio de Verão
Mais um monunental jardim Imperial, com Palácio, pagodes e o lago Kunming de fundo, que serviu  durante décadas de residência de férias ao Imperador. Localiza-se a noroeste dos subúrbios de Pequim pelo que é necessário reservar uma manhã para a sua visita. No Verão é um excelente local para fazer uma refeição ao ar livre como muitas famílias chinesas também o fazem. Devido às dimensões do parque é boa ideia trazer um mapa em formato digital ou imprimido. Uma forma rápida e económica de lá chegar é apanhando a linha 4 do metro e sair na estação "Beigongmen". Depois basta seguir o fluxo de turistas e chineses e em poucos minutos estamos no Palácio.



Qianmen 
Uma zona de antigos hutgons recuperados, que se converteu num local  de compras, restauração e alojamento, bastante conhecido devido à proximidade com a Praça de Tiananmen (10 minutos a pé). Vários restaurante da rua principal de Qianmen tem um ar bastante ocidentalizado e muitos chegam a ter uma televisão cá fora com imagens em directo da cozinha para encorajar os turistas a entrar. Contaram-nos que foi uma imposição do governo. O grande petisco da zona é a tripa de vaca e borrego e o famoso pato. Saindo das ruas principais  e indo em direcção aos hutongs antigos ainda não recuperados encontramos (e provamos) a verdadeira comida chinesa a preços bem mais baixos. Uma ressalva é que é possível comprar  a bebida no supermercado e levar para os restaurantes poupando assim uns euros.




Templo do Céu
Situado a cerca de 5 quilómetros a  sul da Cidade Proibida, o Templo do Céu ou Parque do Templo Celeste é um conjunto de edifícios cerimoniais inserido no parque de Tian Tan. Diz a história que era um local de refúgio do Imperador onde o mesmo prestava culto ao céu. Lá podemos encontrar o palácio da oração pelas boas colheitas, um edifício construído todo em madeira, com a particularidade de não ter sido utilizado um único prego. É  necessário umas três horas para explorar o local e os seus jardins.  É possível ver vários idosos a jogar ou a fazer exercício. 
A estação de metro mais próxima do templo é a "Tiantandongmen" que pertence à linha 5.



Pearl Market (Hongqiao Market)
Grande mercado de falsificações onde se compra de tudo um pouco. A venda é um pouco agressiva mas, com paciência é possível fazer boas compras. Tem uma boa praça de alimentação a preços razoáveis. Muito próximo do Templo do Céu.