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18/04/15

Damnoen Saduak (Mercado Flutuante)


Reservamos parte da nossa estadia em Bangkok para visitar os famosos mercados flutuantes da Tailândia. Escolhemos o Damnoen Saduak por se tratar de um dos mais conhecidos - senão o mais conhecido - e por este ficar relativamente perto da cidade.

Assim, compramos o nosso bilhete numa agência em Bangkok, pagando cerca de 800 baht por pessoa. Este bilhete supostamente incluía a viagem de carrinha, long-tail e em barco a remos. 

Partimos de manhã cedo, após um atraso de cerca de meia hora relativamente à hora marcada para nos irem buscar ao hotel. Aguardamos mais algum tempo que chegassem o resto dos clientes e que fizessem a redistribuição dos mesmos por carrinhas. A viagem dos cerca de 100km levou cerca de 2h, com uma paragem pelo meio.

No que diz respeito ao bilhete, escrevi "supostamente" porque à chegada ao cais de embarque descobrimos - nós e os restantes passageiros - que afinal de contas se quiséssemos andar no barco a remos tínhamos que pagar 100 ou 150 baht directamente aos proprietários dos mesmos. 
É nesta altura que se instala a confusão e um sentimento de revolta quase generalizado. Primeiro, porque quase todos tinham sido informados que o barco estava incluído no preço. Segundo, porque no meio da discussão com o guia fomos descobrindo que havia uma disparidade no mínimo "interessante" de preços que pagamos pela tour. Várias agências vendem bilhetes para o mesmo tour, feito por companhias externas às mesmas. Assim, na nossa tour embora a maior parte tivesse pago 800 e 900 baht, havia quem tivesse pago 400 baht e quem tivesse pago mais de 1000 baht. Após uma intensa discussão com o guia, com várias chamadas para as agências onde cada um tinha comprado o seu bilhete, nada se resolveu e quem quis dar o passeio no barco a remos teve mesmo que pagar o bilhete.

Posto isto, lá aguardamos pelo nosso barco, tentamos abstrair-nos do que se tinha passado e fizemos por desfrutar da nossa última tour das férias. 










O mercado é interessante e muito fotogénico mas na realidade praticamente não vimos interacção entre os locais. O que vimos foi uma grande concentração de barcos, com um ar relativamente "autêntico", em frente ao cais principal e um sem fim de lojas de souvenirs que rodeavam o mesmo de ambos lados do canal.

Por muito que tentássemos ver a coisa por outro prisma, não havia como fugir ao óbvio: este que outrora fora um dos mercados mais "típicos" da Tailândia tinha-se transformado num "show" para turistas. As ditas lojas vendiam os mesmos souvenirs que encontram em qualquer outro lado do país mas a preços inflacionados e os muitos barcos que víamos abordavam insistentemente os ainda mais numerosos barcos de turistas que se abalroam na tentativa de se aproximarem dos barcos e das bancas de vendedores. Como se tudo isto não fosse suficiente, há ainda vários números dignos de um "circo" com animais em condições "duvidosas" no cais de partida.


Outro aspecto decepcionante e que podia facilmente ser contornado, é o facto de long-tail circularem um pouco por todo lado, por vezes sem grande cuidado e a velocidades inaceitáveis tendo em conta que não raras vezes passam a escassos centímetros de frágeis barcos a remos carregados de gente. No fim do nosso passeio de barco, também usamos um long-tail mas apenas para sair do mercado até ao parque de estacionamento mais adiante. O long-tail como meio para circular no mercado não nos pareceu de todo adequado.



O influxo massivo e diário de turistas também deixa a sua marca nos canais, algo que a consciência de cada um - turistas e locais - facilmente poderia evitar.



No final da viagem, já no long-tail, ainda tivemos a oportunidade de ver um "bicharoco" que se assustara com o barulho do motor:


Por fim, de referir o mais preocupante esquema que há relativamente a estes mercados. Muitos taxistas e angariadores oferecem viagens a preços mais baixos do que o normal. E cumprem. O problema é que em vez de levarem os turistas para o cais principal junto ao mercado, levam os mesmos para cais privados a alguma distância do mesmo, onde lhes são exigidos valores exorbitantes pela viagem de barco (onde certamente estará incluída a comissão dos primeiros). Basta pesquisarem por "Damnoen Saduak sacms" e rapidamente irão encontrar relatos de pessoas que pagaram 2000 ou mais bahts, por vezes por pessoa, pela viagem de barco.

17/04/15

Bangkok

A nossa escapadinha à Tailândia deveu-se um pouco à curiosidade que tínhamos pelo país, para regressarmos um dia com mais tempo. No total foram cerca de 3 dias em Bangkok. 

A cidade é quente e abafada, o trânsito é mais que muito, os habitantes e os turistas vivem a um ritmo frenético. A cidade é tudo aquilo, e mais ainda, do que havia imaginado. Há barraquinhas de tudo por todo o lado. Tudo se compra e tudo se vende lá. Os "simpáticos" tuk-tuk estão sempre prontos para mais uma corrida, com paragem acoplada na loja do primo, em troca de talões de combustível. É sem dúvida um país de contrastes: a beleza  quase selvagem das suas praias choca com o cimento da capital.

A cidade é enorme e com vários pontos de interesse distintos pelo que 4-5 dias é uma boa média para desvendar a alucinante Bangkok. Com muita pena nossa não conseguimos visitar a Chinatown e o distrito financeiro. Noutras circunstâncias teríamos conseguido ver tudo e feito muitas mais coisas mas, já estávamos exaustos porque era já o final da nossa viagem.

Khao San Road

Uma das muitas ruas malucas da cidade. A (antiga) meca dos mochileiros que deu lugar a centenas de negócios diferentes. É um paraíso para people watching e street food. Desde o famoso Pad Thai, escorpiões, aranhas, espetadas de fruta, bares, casas de massagens, alojamentos, casas de câmbio, lojas de artesanato local, lojas de roupas, agências de viagens, serviços de venda de transporte para qualquer ponto da Tailândia e países vizinhos, tours para as praias, discotecas e por ai vai estão todos representados na Khao San. Existe de tudo lá: O bom e o mau. Pessoalmente pensei que iria gostar muito mais dessa zona mas existem demasiados esquemas para turistas contudo, recomendo sem sombras de dúvida a sua visita. Aliás ficamos sempre alojados perto dessa zona e adoramos: Os hotéis foram o  Rambuttri e no Chillax e ambos são bons. Não sei o que se passou mas, praticamente não temos fotos da rua e as que temos não fazem justiça à mesma.





Wat Intharawihan (Templo do Buda em Pé)

No segundo dia na cidade alugámos um tuk-tuk por umas horas. Claro que pelo caminho ainda tivemos que aceitar ir visitar uma loja de pedras semi-preciosas para "ajudar" o motorista. Depois da boa acção do dia a nossa primeira paragem foi no Templo do Buda em Pé. Este buda conta com uns impressionantes 32 metros de altura e situa-se no distrito de Nakhon.





Wat Benchamabophit (O Templo de Mármore)

Situado no distrito de Dusit, este templo, é um exemplo extremamente belo da arquitectura típica Tailandesa. O templo também conhecido como o "Templo de Mármore" deve o seu nome aquando da sua construção em que foi importado este material de Itália. O buda "principal" é uma cópia do Phra Buddha Cinnarat da província de Phitsanulok.






Grande Palácio Real

Este impressionante complexo, formado por uma série de edificios, é uma das propriedades e ex- residência da familia real. É um lugar mágico e um dos meus predilectos na cidade. A entrada custa cerca de 15euros/pessoa (500 baht) e está aberto todos os dias no horário das 8:30 ás 15:30. Um dos golpes mais conhecidos é a informação dada pelos condutores de  tuk-tuk que o templo está fechado, por ser uma data especial para o budismo, oferecendo assim outros passeios em alternativa à sua visita. Não acredite e vá confirmar com os seus olhos.



Wat Phra Kaew, ou buda esmeralda












Wat Pho

O templo do Buda Reclinado, como também é conhecido, fica localizado muito próximo do Grande Palácio Real. A imponente estátua mede 46 metros de comprimento e está totalmente coberto a folhas de ouro. Este templo é também conhecido por ser uma das maiores e melhores escolas de massagem da Tailândia. Quem quiser também poderá desfrutar de uma massagem ainda no templo.  Está aberto todos os dias das 8:00 - 17:00 horas e a entrada custa cerca de 3 euros.



























No final do dia já bastante cansados decidimos fazer um passeio de barco para relaxar no Chao Phraya River. E imaginem?!...adoramos! Foi bastante agradável e prazeroso ver a cidade por outra perspectiva. Para conseguirmos ir em direcção ao rio tivemos que apanhar um tuk-tuk, estávamos na zona do Wat Pho, e dirigimo-nos para um dos cais de saída. Lá foi necessário regatear muitooo o preço final da viagem que ficou por metade do que nos haviam pedido

















Wat Arun

É possível aceder a este conhecido templo budista apanhando um barco. Nós só o conseguimos ver por fora. É também conhecido por ter uma vista privilegiada para a cidade.




Era hora de regressar ao hotel para um merecido banho. Fomos jantar num restaurante chinês bastante conhecido entre locais e que era de facto muito bom. Eu comi uma sopa de caranguejo deliciosa e o Paulo o seu eterno pato! Só restou forças para uma ou duas Changs na Khao San porque amanhã era dia de ir ao mercado flutuante!




Baci*