10/12/15

Gili Meno


A Gili Meno, ilha "do meio", é a mais pequena das três Gilis. É também a que tem a menor comunidade residente e menor número de alojamentos. Assim, é das três aquela que se encontra em melhor estado em conservação - em especial os seus belíssimos corais. O ambiente não podia ser mais contrastante com a Gili Trawangan: aqui a festa quase contínua dá lugar à tranquilidade e ao isolamento. 
Gili Air vista da Gili Meno
As praias encontram-se praticamente desertas de gente e a partir das 22 ou 23h não há praticamente nada aberto, restando-nos recolher ao alojamento e esperar por mais um glorioso dia de praia.













A água é cristalina e quente, tal como na Gili T, mas as praias são melhores para nadar. Não há tantas rochas ou corais na entrada e mesmo com a maré em baixo é fácil encontrar locais para nadar na costa leste ou sul da ilha. Em contrapartida, com a maré em cima a costa leste fica praticamente sem areal. 


A costa sudeste tem parte do areal repleto de restos de corais.



Se o snorkeling na Gili T é bom, aqui é óptimo. O melhor local é a zona nordeste da ilha, onde tartarugas de grande porte se aproximam com frequência da costa, não sendo necessário nadar mais do que 10 ou 20 metros para as avistar. Com a maré alta é possível disfrutar de um raro "relvado" submarino até se chegar aos corais na orla exterior, onde para além das já referidas tartarugas abundam peixes coloridos a pouca profundidade, com uma visibilidade fantástica. Se as fotos do mergulho - que por acaso foi ao largo da Gili Meno - já estão no relato da Gili T, ficam aqui as do snorkeling na Gili Meno:










video

Apesar de ser a mais pequena, a ilha tem provavelmente mais "atractivos" do que a Gili T. Uma travessia pelo meio da ilha leva-nos à pequena aldeia onde vivem os locais e junto à costa oeste encontra-se um lago salgado com um tamanho considerável.






O nascer do sol é bonito mas o por do sol é provavelmente o mais bonito que a que já assisti. Com o céu limpo e o sol a por-se por detrás de Bali, é projectada a sombra do Gunung Agung - o mais alto vulcão de Bali - no céu, originando um combinação de cores no céu e reflectidas na água tranquila em maré baixa difícil de imaginar:





Os alojamentos, que não são muitos, têm uma qualidade impressionante se tivermos em conta o grau de desenvolvimento da ilha e o reduzido número de habitantes. Nós ficamos na Villa Nautilus e quando decidimos prolongar a nossa estadia esta encontrava-se infelizmente lotada. As pizzas feitas em forno de lenha estão ao nível de muitas que já comi em Itália. Acabamos por ter que nos mudar para o Seri Resort, que acabara de abrir e ainda tinha algumas partes em fase de acabamento. Este era à data o único resort com mais de um piso (se não estou em erro tinha 3, um excesso para uma ilha que ser quer paradisíaca e sem turismo de massas) e tinha ainda vários quartos térreos, onde acabamos por ficar por um preço simpático por se encontrar em início de actividade. Outras opções do género são o Reef Resort e na zona noroeste da ilha o Mahamaya. Para quem quiser gastar menos algum dinheiro, o hotel Gazebo - ao lado da Villa Nautilus - pareceu-nos razoável embora o jardim estivesse um pouco abandalhado. Há ainda um hostel junto à praia leste, com aspecto mais do que duvidoso. No interior da ilha, há alguns hotéis mais baratos assim como algumas guesthouses.

O nosso "quarto" da Villa Nautilus
Decidiram reciclar o saco de algum português que lá esteve antes de nós:P
Villa Nautilus
Edifício principal do Seri Resort
Piscina do mesmo
E termino o post com uma foto do nosso jantar comemorativo do primeiro mês de casados, no Seri Resort com a lua de fundo:)


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